“Alckmin é um personagem político que dificilmente se contentará com papel de coadjuvante na política. A médio e longo prazo certamente terá problemas com um político acostumado aos holofotes e quem sempre foi cabeça de chapa. Se conseguir convencer o PT, mesmo assim abre uma desconfiança interna. Vão paras eleições com teto de vidro tendo que justificar o ‘vale tudo em nome do poder’ e ‘os ataques do passado’”, argumenta.
Segundo Cioccari, o ideal para Lula agora seria um ou uma vice mais “low profile”. “Um empresário ou uma mulher alinhada à esquerda seria uma alternativa mais plausível”, sintetiza.
Para o cientista político da Universidade Federal do Ceará (UFC) Cleyton Monte, o arranjo é positivo para os dois políticos. Com a aliança, Lula demonstra estar em busca do centro moderado e consegue dialogar com o público mais conservador, ligado a Alckmin. Agregar o ex-tucano também ajuda a diminuir a resistência contra o petista em regiões historicamente ligados aos PSdebiatas
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